Discussões importantes

Texto por: Publicado em: 4 de novembro de 2024

A mesa-redonda de abertura, com o tema do congresso, contou com a moderação do embaixador Especial da FAO para as Cooperativas, Roberto Rodrigues, que fez uma análise do cenário global atual, destacando a crescente desordem parlamentar e a perda de protagonismo das grandes organizações multilaterais, como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, a falta de liderança dessas instituições cria um ambiente de incerteza, com países agindo individualmente, o que agrava a erosão da democracia e coloca em risco a paz mundial.


Roberto Rodrigues, embaixador Especial da FAO para as Cooperativas

Rodrigues apontou, ainda, que essa conjuntura é marcada pelo que chamou de ‘quatro modernos cavaleiros do apocalipse’: insegurança ambiental, transição energética, mudanças climáticas e desigualdade social. Para ele, todos esses desafios afetam a população global e exigem uma solução urgente.

Nesse contexto, o Brasil tem um papel importante a desempenhar. O embaixador ressaltou o potencial do País em liderar uma nova era de desenvolvimento sustentável, com foco na região tropical, abrangendo América Latina e África. Ele destacou que a experiência brasileira em áreas como agricultura tropical pode ser replicada globalmente, dando ao País um papel de destaque na busca por estabilidade e paz universal.

Um dos destaques do segundo dia de CNMA foi a palestra “A insegurança alimentar energética e ambiental do mundo e o papel do Brasil”, ministrada pelo cientista, Prêmio Nobel da Paz e Prêmio Mundial da Alimentação 2020, Rattan Lal, que discutiu desafios globais relacionados à insegurança alimentar, energética e ambiental, destacando o papel do Brasil nesse cenário. Lal abordou questões como justiça alimentar, direitos humanos e o futuro da agricultura, enfatizando que as soluções para esses problemas estão intimamente ligadas à gestão sustentável dos recursos naturais, especialmente do solo.

O Nobel da Paz concluiu sua apresentação destacando que o Brasil, com sua grande extensão de terras agrícolas e rica biodiversidade, desempenha um papel estratégico na construção de um futuro mais sustentável para a agricultura global. “Implementar as inovações da Agricultura 4.0 e adotar práticas sustentáveis de uso da terra são medidas para posicionar o país como líder na promoção da segurança alimentar e ambiental em um mundo que enfrenta desafios cada vez maiores”, salientou.

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